Semana Internacional de Conscientização da DMRI

Semana de Conscientização da DMRI
De 22 a 30/09 ações promovem a conscientização sobre a doença, seus fatores de risco e prevenção.
A AMD Alliance e a Associação de Pacientes Retina Brasil procuram, por meio deste programa, oferecer informações, orientações e recursos aos pacientes, cuidadores e familiares. Com estas ações buscam contribuir para minimizar o sofrimento das pessoas acometidas por esta patologia.

  • O que é DMRI?

A DMRI é uma doença crônica e progressiva. Ela é a principal causa da perda de visão do mundo moderno. As pessoas com DMRI desenvolvem uma diminuição da visão central, que é geralmente usada quando se olha para frente e em tarefas diárias comuns como leitura e dirigir. Em alguns casos, a DMRI progride vagarosamente e as pessoas notam pouca mudança na visão; em outros a doença progride rapidamente e pode levar a perda da visão dos dois olhos. Há duas formas de DMRI: a seca e a exsudativa. A exsudativa é o estágio avançado da doença e geralmente aparece depois da versão seca. Alguns pesquisadores preferem usar o termo atrófica para a seca e neovascular para a exsudativa.

  • Qual é a diferença entre a DMRI seca e exsudativa?

A seca é o estágio inicial da doença e ocorre quando há um dano nas células sensitivas à luz da mácula levando gradualmente a uma visão central embaçada. A exsudativa representa 10% dos casos de DMRI. É um estágio avançado da doença onde vasos sanguíneos anormais crescem embaixo da mácula deixando vazar sangue e fluido. Isso causa uma ruptura e disfunção na retina e leva à diminuição da capacidade visual.

  • Qual é a incidência da DMRI?

Atualmente, aproximadamente 30 milhões de pessoas no mundo têm DMRI. Este dado representa o dobro das pessoas acometidas de Alzheimer. Nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas têm alguma forma dessa doença. A cada ano estima-se que são diagnosticados 200 mil novos casos de DMRI exsudativa.

  • Quais são os fatores de risco da DMRI?

São eles: idade, predisposição genética, fatores ambientais e de alimentação. O maior fator de risco é a idade: ele começa aproximadamente por volta dos 50 anos. Estudos mostram que depois dos 75 anos, a DMRI afeta mais ou menos 40% dos idosos. Tabaco também é um risco significante para a doença.

  • Quais são os sintomas e sinais da DMRI?

Um dos sintomas mais comuns da DMRI seca é a visão embaçada. Os primeiros sinais são as drusas, que são pequenos depósitos amarelados embaixo da retina que podem ser fragmentos de tecidos deteriorados. Geralmente a DMRI seca precede a exsudativa, mas isso não acontece com todos os pacientes. Ainda não se sabe se ou quando ela progredirá para a exsudativa. Um sintoma comum inicial da DMRI exsudativa é a visão turva de linhas retas. Pontos cegos pequenos também podem ser desenvolvidos quando o paciente está no processo da perda da visão central. Já que a DMRI exsudativa pode causar perda de visão grave e repentina – muitas vezes em semanas ou meses depois dos sintomas iniciais – o diagnóstico e tratamento precoces são essenciais.

Visão normal
Imagem vista por alguém com DMRI
Imagem vista por alguém com DMRI
 

  • Qual é o impacto da DMRI?

A DMRI traz um impacto para pacientes, famílias e sociedade como um todo. Na verdade, o custo financeiro real da diminuição da capacidade visual no mundo por causa de DMRI foi estimado em 343 bilhões de dólares em 2010. A DMRI exsudativa reduz a qualidade de vida dos pacientes, causando dificuldades em suas atividades diárias e algumas vezes sendo a causa de isolamento social. Pacientes com DMRI exsudativa têm um nível de depressão mais alto que o normal; têm duas vezes mais o risco de morte prematura; têm um risco maior de quedas e fraturas no quadril e, consequentemente, entrada prematura em atendimentos clínicos ambulatoriais. Somente em 2010, os pacientes de DMRI, em conjunto, perderam aproximadamente 6.000.000 de anos de salubridade devido à incapacidade ou morte prematura.

  • Como é tratada a DMRI?

Por enquanto não há terapia com drogas aprovada para a DMRI seca. O National Eye Institute (NEI) do National Institutes of Health nos Estados Unidos descobriram em seus Estudos de Doença do Olho Relacionado à Idade (AREDS) que uma fórmula de alta dose específica de antioxidantes e zinco, reduz significantemente o risco de DMRI avançada e perda de visão associada em alguns pacientes.
Um estudo mais novo chamado AREDS2 está avaliando o papel adicional dos nutrientes, lutein/zeaxantin e ômega-3 ácidos graxos (óleo de peixe), para prevenir a progressão da DMRI. Cientistas da NEI (National Eye Institute) recomendam que os pacientes com grandes drusas em ambos os olhos ou DMRI em estágio avançada em um olho tomem suplementos AREDS. Sugerem também uma dieta saudável com vegetais de folhas verdes e peixe.
Como ainda não há cura para a DMRI exsudativa, o seguinte tratamento é o mais popular e eficaz:
• Terapia anti-VEGF: Este tratamento é baseado no uso de drogas que bloqueiam o VEGF (fator de crescimento endotelial vascular), a molécula que promove o crescimento de vasos sanguíneos anormais e problemáticos na DMRI exsudativa.
Há atualmente dois tratamentos anti-VEGF (Macugen e Lucentis) aprovados pela FDA (Administração de Drogas e Alimentação) nos Estados Unidos. Esses tratamentos são feitos com injeções mensais no olho que estabiliza a perda da visão. Para algumas pessoas, a visão melhora significativamente.
Tratamentos mais antigos, cirurgia a laser e terapia fotodinâmica são usados algumas vezes:
• Cirurgia a laser: Este tratamento usa laser para destruir os frágeis vasos sanguíneos que vazaram. Somente uma porcentagem pequena de pessoas com a DMRI exsudativa podem ser tratadas com a cirurgia a laser, que pode destruir alguns tecidos saudáveis e afetar a visão. O risco de novos vasos sanguíneos serem desenvolvidos depois do tratamento a laser é alto e tratamentos repetidos podem ser necessários. Por causa dessa desvantagem, a cirurgia a laser não é mais tão usada para se tratar a DMRI exsudativa.
• Terapia Fotodinâmica (PDT): Na PDT, a droga injetada no braço vai para os vasos sanguíneos anormais do olho onde uma luz brilha para ativar a droga que destrói os vasos. Essa terapia retarda o grau da perda da visão, mas não há bloqueio ou restauração da visão nos olhos já afetados pela DMRI avançada. Os resultados do tratamento são frequentemente, temporários e os pacientes podem necessitar de tratamentos múltiplos.

  • Há algum novo tratamento para a DMRI exsudativa?

Novas pesquisas sobre a DMRI fornecem esperanças para o futuro e podem até mesmo preencher as necessidades de tratamentos não atendidas até agora. São elas:
• Terapias que permitam um tratamento com freqüência reduzida (ex: poucas injeções, menos visitas ao médico e redução de custos para os pacientes e órgãos públicos)
• Melhora nos métodos de distribuição das drogas (ex: colírios, compostos orais, radiação)
• Terapias que permitam um automonitoramento em vez de visitas frequentes ao médico.
• Terapias com drogas combinadas que melhorem a eficácia e o ônus do tratamento
• Drogas que bloqueiem a doença nos estágios iniciais

 [1] Age-Related Eye Disease Study – Results, National  Eye Institute, US National Institutes of Health. Available at: http://www.nei.nih.gov/amd Accessed on April 5, 2011.

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