Notícia / Data de publicação: 02/09/2026

O Dia Mundial da Retina, criado pela Retina International, é uma mobilização global que reúne organizações, profissionais, pesquisadores, pessoas com doenças da retina, familiares e a sociedade em geral para ampliar a conscientização sobre essas condições e dar visibilidade às necessidades de quem convive com elas.

Neste 26 de setembro, a Retina Brasil se une a essa mobilização mundial para reforçar a importância da saúde da retina e da garantia de direitos. Falar sobre doenças da retina é também falar sobre diagnóstico precoce, acesso ao tratamento, pesquisa e inovação, reabilitação visual, acessibilidade e inclusão.

As doenças da retina podem impactar profundamente a visão, a autonomia e a qualidade de vida. Por isso, ampliar o conhecimento da população e fortalecer políticas públicas que assegurem diagnóstico, acompanhamento, tratamento e reabilitação são ações fundamentais.

O que é a retina e por que ela é tão importante?

A retina é uma fina camada de tecido localizada no fundo do olho. Sua função é captar a luz e transformá-la em sinais elétricos, que são enviados ao cérebro pelo nervo óptico e interpretados como as imagens que enxergamos.

Nela estão células especializadas, como os cones, importantes para a percepção de cores e detalhes, e os bastonetes, relacionados principalmente à visão em ambientes com pouca iluminação e à percepção de movimentos.

Por isso, alterações nessa estrutura podem comprometer diferentes aspectos da visão, desde a capacidade de enxergar detalhes até a visão periférica ou noturna.

Quais doenças podem afetar a retina?

Existem diferentes doenças da retina. Algumas são adquiridas ao longo da vida, enquanto outras têm origem genética e hereditária.

Entre elas estão:

A Retina International destaca justamente a conscientização sobre doenças hereditárias, relacionadas à idade e outras condições retinianas como um dos objetivos do Dia Mundial da Retina.

Cada doença apresenta características, sintomas e formas de evolução diferentes. Por isso, uma avaliação oftalmológica adequada é fundamental para chegar ao diagnóstico correto e definir o acompanhamento necessário.

Algumas doenças da retina podem evoluir silenciosamente

Um dos desafios da saúde ocular é que alterações importantes nem sempre provocam sintomas logo no início.

Dependendo da condição, podem surgir sinais como visão embaçada ou distorcida, manchas no campo visual, dificuldade para enxergar à noite, sensibilidade à luz e perda da visão central ou periférica.

Qualquer alteração na visão deve ser avaliada por um profissional. Além disso, consultas oftalmológicas periódicas são importantes mesmo quando não há sintomas, especialmente para pessoas com fatores de risco.

Diagnóstico precoce pode fazer diferença

Quando falamos em doenças da retina, diagnóstico precoce não significa necessariamente impedir todas as formas de perda visual. Existem condições genéticas e degenerativas que ainda não possuem cura.

Ainda assim, chegar ao diagnóstico correto é fundamental.

Dependendo da doença, ele pode permitir iniciar o tratamento disponível, acompanhar sua evolução, reduzir o risco de complicações e orientar estratégias de reabilitação visual.

Nas doenças hereditárias da retina, por exemplo, o diagnóstico genético pode ajudar a identificar a alteração responsável pela condição e contribuir para decisões sobre acompanhamento e eventual elegibilidade para pesquisas ou terapias específicas. A Retina International tem defendido o diagnóstico genético como uma parte importante do cuidado às pessoas com doenças hereditárias da retina.

Tratamento é apenas uma parte do cuidado

Conviver com uma doença da retina não envolve somente consultas e tratamentos médicos.

Quando há baixa visão ou perda visual, recursos de reabilitação visual, tecnologias assistivas e adaptações de acessibilidade podem contribuir para que a pessoa mantenha sua autonomia e participe das atividades do cotidiano.

O acolhimento emocional e o contato com outras pessoas que vivem experiências semelhantes também podem fazer diferença.

Em suas ações recentes relacionadas ao Dia Mundial da Retina, a Retina Brasil tem incluído discussões sobre diagnóstico, pesquisas, tratamentos, acessibilidade, reabilitação e apoio psicológico, mostrando que o cuidado precisa olhar para a pessoa de forma integral.

Dia Mundial da Retina também é um chamado por mais acesso

Conscientizar a população é fundamental, mas a informação precisa caminhar ao lado do acesso.

No Brasil, ainda existem desafios para garantir atendimento oftalmológico, diagnóstico, tratamento e reabilitação visual para todas as pessoas que precisam desses serviços.

Por isso, a Retina Brasil tem defendido o fortalecimento das políticas públicas de saúde ocular, incluindo ações de prevenção, redução das filas para consultas e tratamentos, ampliação da estrutura de atendimento e maior acesso à reabilitação para pessoas com deficiência visual.

No Dia Mundial da Retina, informação também é cuidado

O Dia Mundial da Retina é uma oportunidade para colocar as doenças da retina em evidência, ampliar o conhecimento da população e, principalmente, dar voz às pessoas que convivem diariamente com essas condições.

É também um momento para lembrar que os avanços científicos precisam chegar aos pacientes e que diagnóstico, tratamento, reabilitação, acessibilidade e inclusão devem fazer parte de uma mesma conversa.

A Retina Brasil se une à mobilização internacional para continuar promovendo informação, acolhimento e defesa dos direitos das pessoas com doenças da retina e deficiência visual.

Porque cuidar da retina é também cuidar da autonomia, da inclusão e da qualidade de vida.

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